que vamos p'ró Brasil,
que arranjei um bolsa de dinheiro.
que se despeça e despache,
que não há gente que nos espere.
6/25/2011
6/20/2011
À espera dos dias ao mesmo tempo que me desiquilibro. Enquanto espero pelos dias que não chegam, outros dias passam. Sem parar. No entanto, parece que os dias que ando a aguardar, demoram eternidades. É o tempo do não tempo. Deprimo. Apenas o faço por causa da tal maldição mensal, os chavões de ser feliz e o caralho nestes dias não funcionam e entro em profunda melancolia com o estado do tempo, o estado do soalho, o estado do trabalho, o estado do Estado e o estado de mim própria. É um desequilíbrio incontornável que apenas se espera que aconteça, todos os meses. Entretanto, o tempo passa. Passa, nada! O sacana foge-me à quatro ou cinco meses e ainda não sei a puta de um corno. Ninguém me diz se ganhei, ou não, o direito de emigrar com o dinheiro dos contribuintes. Isto apoquenta-me, aborrece-me e sobretudo, enoja-me. Enjoa saber-me dependente do Estado, da gente, do dinheiro. Dependente, apenas para saber o que fazer. Porque vejamos, eu vou mandar-me para o bilhar grande, não tarda. Farta de cá estar, estou eu. Mas não de ti. De ti nunca, meu velho. Nunca nem jamais. Mas o equilíbrio é tão dificil que eu diria, impossível. Quero e não quero, espero e não espero, aguardo e não aguardo, sinto e não sinto. E tudo isto, dá-me vómitos.
6/04/2011
1/07/2011
1/05/2011
12/21/2010
Reflexão contígua
Quando vejo na minha escrita uma ode ao contrário à mais que querida cidade de Ulisses, prevejo um abandono futuro da mesma. Para bem de ambas.
Prevejo que sejas trocada por um falante francês ou inglês. Ou quem sabe, Bora-Bora.
12/20/2010
Já me sinto melhor.

E deixam-me assim, completamente vazia, arreada de sentido e com esta merda aos pés. Logo agora que já não sei ou não consigo escrever. É o que dá só ler em estrangeiro. Há-de levar-me longe esta mania lá de fora.
Não quero trabalhar, não quero comer, não quero sequer sentir a porcaria do teu cheiro. Quero continuar na miséria comum em que estava antes de me deparar com isto. Assenta em breve, sim, mas vou queixar-me antes. E muito, que isto dá sempre boa escrita, além de tornar o exorcismo mais eficaz.
Reciprocidade.
Zero. Zero de vivência comum que não seja comparticipada. Zero em semelhanças de carácter e/ou vivências (a não ser numa adolescência breve e tardia). Zero direcções futuras. Nem um pequeno almoço em comum.
Algo que motive a continuação destes serões mal encarados? Muito pouco a nada.
Mais,
Continuo a não trabalhar e apetece-me partir todos os ossos do teu corpo para depois entregá-los aos gatos da Madragoa. Mentira.
Cidade maldita, atrasada mental.
10/10/2010
Deste queixume congénito *

Quantas de mim serão precisas para me arrancar do chão? Provavelmente nenhuma. O chão é que está muito mal parado. Eu já cá andava, na horizontal.
Desde aquela última vez, continuo a falar demais, a pouco fazer e a ter as pernas pesadas. As varizes, que desenvolvi no tempo do windsurf, apenas agravam.
Numa boca cheia de maldicências, um copo de vinho, uma cerveja, um digestivo/aperitivo, tornam muitos dias, mais interessantes.
O amor está lá. A vontade também, mas quero muito ir embora, e que ele venha atrás, claro.
Viciada em adrenalina, ambientes pressurizados e imagens em movimento, dificilmente fico satisfeita com o cenário actual.
* viagens diárias com demasiados minutos no autocarro 748 - destino Miraflores - a braços com uma humidade cavernosa, fazem muito por mim e este humor de cão.
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