7/08/2011
6/25/2011
6/20/2011
À espera dos dias ao mesmo tempo que me desiquilibro. Enquanto espero pelos dias que não chegam, outros dias passam. Sem parar. No entanto, parece que os dias que ando a aguardar, demoram eternidades. É o tempo do não tempo. Deprimo. Apenas o faço por causa da tal maldição mensal, os chavões de ser feliz e o caralho nestes dias não funcionam e entro em profunda melancolia com o estado do tempo, o estado do soalho, o estado do trabalho, o estado do Estado e o estado de mim própria. É um desequilíbrio incontornável que apenas se espera que aconteça, todos os meses. Entretanto, o tempo passa. Passa, nada! O sacana foge-me à quatro ou cinco meses e ainda não sei a puta de um corno. Ninguém me diz se ganhei, ou não, o direito de emigrar com o dinheiro dos contribuintes. Isto apoquenta-me, aborrece-me e sobretudo, enoja-me. Enjoa saber-me dependente do Estado, da gente, do dinheiro. Dependente, apenas para saber o que fazer. Porque vejamos, eu vou mandar-me para o bilhar grande, não tarda. Farta de cá estar, estou eu. Mas não de ti. De ti nunca, meu velho. Nunca nem jamais. Mas o equilíbrio é tão dificil que eu diria, impossível. Quero e não quero, espero e não espero, aguardo e não aguardo, sinto e não sinto. E tudo isto, dá-me vómitos.
6/04/2011
1/07/2011
1/05/2011
12/21/2010
Reflexão contígua
Quando vejo na minha escrita uma ode ao contrário à mais que querida cidade de Ulisses, prevejo um abandono futuro da mesma. Para bem de ambas.
Prevejo que sejas trocada por um falante francês ou inglês. Ou quem sabe, Bora-Bora.
12/20/2010
Já me sinto melhor.

E deixam-me assim, completamente vazia, arreada de sentido e com esta merda aos pés. Logo agora que já não sei ou não consigo escrever. É o que dá só ler em estrangeiro. Há-de levar-me longe esta mania lá de fora.
Não quero trabalhar, não quero comer, não quero sequer sentir a porcaria do teu cheiro. Quero continuar na miséria comum em que estava antes de me deparar com isto. Assenta em breve, sim, mas vou queixar-me antes. E muito, que isto dá sempre boa escrita, além de tornar o exorcismo mais eficaz.
Reciprocidade.
Zero. Zero de vivência comum que não seja comparticipada. Zero em semelhanças de carácter e/ou vivências (a não ser numa adolescência breve e tardia). Zero direcções futuras. Nem um pequeno almoço em comum.
Algo que motive a continuação destes serões mal encarados? Muito pouco a nada.
Mais,
Continuo a não trabalhar e apetece-me partir todos os ossos do teu corpo para depois entregá-los aos gatos da Madragoa. Mentira.
Cidade maldita, atrasada mental.
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