8/08/2013

mal é que a gente está bem

uma rede social com conteúdos extremamente positivos? mas está tudo doido ou quê? então e o sarcasmo ácido e a melancolia suicida?
já não bastou banirem os fumadores com vocabulário ofensivo, agora querem também tirar o mal estar da gente.
Esse bichinho parasita que alimentamos desde pequeninos quando vamos dizer mal do outro mais gordo e da maria oleosa, é muito necessário.

E se chegarmos à conclusão que estavamos mais feliz deprimidos?
Quem nos indemniza?

7/29/2013

pés de barro


7/23/2013

O impressionismo dos impressionados.

Eu agora limpo a cara
A dormir e ao acordar.

Uma cara limpa é uma cara jovem
E uma jovem é sempre mais desejável 
No mercado negro.



Piroseira séria

Love nothing 
more than 
what it should be loved for.



6/22/2013

amabilidades

a hipocrisia mata
na forma fundamental
e sorrateira
de um gesto
velhaco

5/16/2013

se eu pudesse parava o tempo no infinito


acabou-se, foi-se, finou-se,
apagou-se em absoluto.

como a senhora em odeceixe que já não se lembrará do nosso almoço no terraço, a primeira tarde e a primeira paragem a sós. como as pessoas que se cruzaram na viagem mais louca das nossas vidas. como aquele dia fatídico em Santiago, que talvez, quem sabe, tenha ditado o fim do início. como a semana de são paulo que passaste sozinho, comigo a trabalhar para nada nem ninguém. como o meu medo de abraçar-te, de repente tão perto. como o homem que nos fotografou na ilha grande, onde chegámos zangados e saímos apaixonados. como a nossa primeira e única casa. como decorá-la, discuti-la, destruí-la. como os únicos gritos que terás dado a alguém daquela forma. como a geografia cortada em dois, nunca mais remendada.
porque não terminou tudo aí? porque se arrastaram as asas partidas quando estava já tudo moribundo? porque fomos como quaisquer outros e acreditámos que na insistência está a virtude? não consigo lidar nem alimentar a mágoa umbilical do fim. não quero saber que uma vez mais, nada funcionou porque andámos todos cegos de um amor em crise.


1/21/2013


1/11/2013

resolução

r       e              l                     a                            x                                   a                                                 r

janeiro visto de cima



















Ainda não consegui, com mãos, cobras e lagartos agarrar-me de volta a este local e às pessoas que por cá andam. Fiquei no limbo entre minha falta de paciência e um passeio demasiado extenso.

12/08/2012

não dá para ir a tudo

ou hoje não posso sair à noite


O meu cérebro quando pensa, pára. é o desuso, claro.
Desabituado que está de ter tantas letras em orgias pensantes.
Ai, ui, baudellaire, barthes, augé mau, e nem sei.
Que é feito do descanso comercial habitual totalmente banal?
Com o fios desligados toda a realidade vive simples.

Talvez tenha encontrado a razão dos meus males soluçantes. Quero pensar sem corpo. A razão, infelizmente, não cheira a solução. Damn it.

















não me lembro de onde veio esta fotografia, mas está muito bem.