11/13/2007

da saudade habitual

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ameaço a morte

uiva pouco quando sabe
que dela não preciso

somos filhos
de quem sabemos
e sempre quisemos
ser ladrões
sem dar aos ricos
nem chorar aos pobres
num arredo ignorante
constante
de quem nao aprende
nem escreve p'ra pensar

soube o padeiro
(porque lhe falaram)
que se fugisse
perdia a vista
perdia as mãos
e perdia a lingua
nem ouvidos
que ouvissem falar
quem lhe contava
coisas mentirosas

e se és mulher
é porque fazes
simultaneidades
e escreves
e lês
e falas
em simultâneo

e és estupida
se nao evitas
cenários longíquos
desenrolados conhecidos
donde estás ao fim do dia
arrancando-te da pele
as decisões

de quem não sabe com quem dorme.

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