8/09/2010

Olha,

fui de férias, mas primeiro tive que trabalhar. Mas o trabalho não acabou realmente, e eu que decidi entrar de férias na quinta — de facto (porque não tenho acordos com ninguém) — só saí de Lisboa no sábado. Ora segunda, já depois daquela quinta sem férias e do fim de semana de hotel em troca de trabalho, ainda estava a trabalhar. Até à uma da tarde, quase.

Com a paz arrancada do SPA de domingo (3 horas de água quente, morna e muitas vezes fria) decidimos agarrar a missão praia, com unhas e dentes. Passámos na Vieira — coisa horrível, pobre, populosa e a cheirar mal — só para eu poder apreciar portugal. De seguida, aviámos caminho do pinhal até a praia do samouco (tanta piada triste feita com as gentes moucas). Adiante, perde-se a chave no carro para depressa nos apercebemos que estava apenas repousada ao lado do volante, gritos e stress casual. Descanso. Vieram muitas famílias. Vieram, vieira. Afinal ninguém vai para o paraíso com este feitio. Mas foi bonito e depois do momento de repouso decidimos que a seguir viria o Alentejo. Dormitar a meia estrada e continuar caminho pela manhã fresca.

Grândola, que terra in! Entre o belo repasto num hotel e camarotes ao lado da estação de comboio, foi o segundo. Eram menos 30 euros meus meninos. De manhã, levantar dinheiro para comer e pagar dividendos. Apercebemo-nos que um tal edificio fuscia ostentava um crono da Bienal de Portugal que ninguém sabe de onde veio nem para onde foi (eu pelo menos não, nem a Maria). Afinal é in só até Setembro, p'raí. Tiramos fotografias do in, imensas.

Pequeno almoço e recebo um telefonema (já é terça, dia de continuar viagem), afinal há um trabalho urgente para enviar a um cliente, pensavam que eu lá estava esta semana mas afinal não estou. Entro na junta de freguesia que tem um sinal wi-fi na porta. Peço passwords a uma senhora que me põe ao telefone com a responsável pelo departamento de informática. Recebo uma fotocópia com todas as passwords da freguesia. Biblioteca Municipal, viva. Quatro horas depois, ainda viva. Uma hora e meia para enviar 4 pdfs. Respiro.

A caminho do carro tento reafirmar o lado bom das férias, agora até quinta podemos descansar de verdade. Arrancamos, o carro está com um som muito estranho, não estava assim de manhã. Pois não? Não. Paramos 20 metros à frente. Há um mecânico que foi experimentar um carro e que uma hora depois, chega. Deve ser das válvulas diz o entendido. Um telefonema ao mecânico oficial do polo em questão há mais de 5 anos, que reclama que o alentejano não percebe nada. Venham para Lisboa. Devagarinho. Ok, vamos.

Se formos em quinta e quarta não está mal, quando se reduz é que faz barulho, ele disse que mau seria fazer ruído quando acelerasse. Ok. Chegamos a Lisboa e cheira a queimado. As mudanças estão muito duras e começa a ser difícil o pára-arranca dos semáforos entre o Largo do Rato e a Rua da Esperança. Essa, ainda estava lá. Continua a cheirar a queimado. Lugar encontrado, o carro cheira mal, e está quente.

Amanhã, chamamos o reboque.





5/30/2010

O monólogo da boa educação:


Que tipo de respostas saem da troca de perspectivas com um penedo?
Que sentido dão à vida? Vale a pena a discussão acelerada?
Voto pela diplomacia, um penedo também é gente. Tratá-lo-ei como tal.


3/22/2010

recent work:







p.s.: o que aprendi, li nos livros.


3/21/2010

pior que terrível


Falo de uma maneira quase que engonhada quando sigo estes pensamentos disformes e no entanto não me calo. Devo ser, dos seres humanos que conheço, o que mais capacidade tem de aborrecer multidões. Ataco preferencialmente gentes acabadas de conhecer, sobre as quais nada sei e que pelos visto não quero saber. Ponho-me na boca de qualquer lobo e descoso-me sem perceber sequer se merece o esforço de raciocínios tão complexos. Há vezes que devia desatar por aí à porrada, e em vez de usar a língua para espalhar o parvoeira, utilizava os punhos. Quem sabe se assim subia na popularidade. E quando falassem de mim, não se referiam mais àquela chata, mas àquela cujos punhos causavam o terror à velocidade da luz, o espanto, o medo e o respeito da mole lisboeta. Estou muito farta desta cidade. Ainda hoje fui ao inferno das esplanadas à beira rio e além de passar por motins execráveis de pessoas com sobrenome tia, dei por mim a ser assaltada por um terrível mau humor. Pior só quando descobri que lá deixei um belo casaco de malha que me terá custado para lá de 30 euros. Telefonei, e sem fé na falta de escrúpulos que me atendeu, perguntei: Encontraram? Claro que que quando desliguei disse à Maria, Nunca mais lá volto!


3/18/2010

after so long



11/16/2009

olha o inverno



9/06/2009

des-compliquemos




Quero flores neorealistas e toalhas de cozinha para não pensar na conversa da tempestade. E se me sento nas escadas é porque me obrigam e porque a Lisboa dos velhos caquéticos não acorda. Venham chamar-me adolescente para ver se não apanham nas trombas. Quem julgam que são estes catraios trintões?
Estúpido viço dos vinte anos. Se não cuidar do meu mau feitio nem as paredes me aturam, como o outro a quem ninguém quer ouvir. E se não deixar de beber vinho e vodka e cerveja, nunca mais serei capaz de escrever duas frases de seguida nestas manhãs invisuais. Acho que fico a falar melhor estrangeiro e tudo.

A simplicidade passa por ser domingo. E se é domingo, deveria estar contigo. A vida tem que ser descomplicada meus senhores. Como as flores e as toalhas de cozinha.

8/25/2009

8/04/2009

não estou cá



- - - nem lá - - -


7/04/2009